PaulistanaSP

Mesmo há algum tempo afastado do jornalismo, Lúcio Flavio Pinto continua a ser um dos maiores conhecedores da Amazônia, sobretudo de suas questões políticas e econômicas. Trabalhei com ele durante alguns anos na Agência Estado, no início dos anos 2000, onde ele publicava semanalmente artigos produzidos também para o seu Jornal Pessoal.

Lúcio era perseguido judicialmente e recebia ameaças de morte o tempo todo, sobretudo de políticos e grileiros incomodados com sua audácia de expor fatos e análises certeiras sobre a região. Se apresentava como um amazônida, um cidadão da Amazônia. No próximo dia 18 de novembro, ainda durante a COP 30, será lançada a reedição de seu livro Memória de Santarém (904 páginas – Editora Letra Selvagem), que reúne crônicas e artigos publicados durante 25 anos no jornal o Estado do Tapajós (já extinto) e no portal www.oestadonet.com.br.

Ambientado a partir de Santarém, o livro é uma fonte autêntica e segura de informações sobre acontecimentos que marcaram a região do Baixo Amazonas paraense durante dois séculos e que extrapolam essa região, revelando um conjunto impressionante de fatos e personagens. Por exemplo, o desmatamento e o extrativismo mineral, que produz riquezas sem melhoria expressiva das condições de vida das populações nativas. É uma publicação para quem quer conhecer a Amazônia a fundo e para colecionadores de grandes obras.

Editado pelo jornalista Miguel Oliveira, um dos organizadores da reedição, juntamente com Nicodemos Sena, diretor da editora Letra Selvagem, o livro transita entre o jornalismo e a sociologia, e explica as razões da secular estagnação econômica, social e política da Amazônia, sempre a reboque dos interesses dos governos centrais, desde a Colônia até os dias de hoje.

O lançamento será às 18 horas, no auditório do Ministério Público Federal (MPF), em Belém. O livro estará à venda na Amazon.

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