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PaulistanaSP

Tudo começou quando ganhei um reloginho chinês que conta os passos diários. Inseri meus dados e ele me disse que, segundo meu peso e idade, precisava caminhar 6 mil passos por dia. Só faltou complementar: “isso é só para te manter viva”, pois na mesma mensagem de instrução ressaltou que, se quisesse me exercitar, o ideal deveria ser mais de 7.500 passos diários. Num primeiro momento, pareceu uma meta fácil de ser cumprida. Corresponde a distâncias de 3,9 e 5,5 km, respectivamente.

Além disso, os especialistas parecem, no geral, concordar com meu relógio chinês. Só para não sair morrendo por aí, deveríamos andar entre 4 e 5 mil passos por dia. Caminhar entre 7 mil e 10 mil passos, porém, maximiza a proteção cardiovascular, controla a glicose e combate os malefícios de passar muito tempo sentada.

É nesta última parte que mora o problema. Em um dia normal, trabalhando em casa e sentada em frente ao computador, é impossível cumprir até meu objetivo mínimo, mesmo fazendo meia hora de esteira na academia. O relógio não está nem aí se faço musculação, pilates ou qualquer outro exercício.

Passei, então, a incluir caminhadas “artificialmente” em minha rotina sempre que possível, por exemplo, indo a pé a lugares onde normalmente iria de carro ou de metrô, ou dando voltas pelo bairro flanando. Mesmo com o tempo mais livre que tenho atualmente, ainda assim é difícil cumprir meu propósito. Mas tomei gosto pela coisa. Tanto que me inscrevi para uma caminhada de longa distância. Junto com um grupo de nove mulheres, percorreremos neste mês de setembro, em quinze dias, os 300 quilômetros do Caminho Cora Coralina, em Goiás.

(Veja o artigo completo em: https://sler.com.br/caminhar-como-prazer-e-proposito/)

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