Descobri recentemente Hospital New Amsterdam: Toda Vida Importa, na Netflix. E viciei. Na série, o diretor médico do hospital é Max Goodwin, interpretado pelo ator Ryan Eggold, e seu bordão é uma ode à humanidade que deveríamos todos trazer como mantra: Como posso ajudar?

Desde que chega ao hospital, doutor Max busca formar uma equipe de excelência focada nos interesses dos pacientes e desburocratizar o atendimento médico, mesmo lutando contra o sistema que mantém o hospital. Pelo que entendi, é um hospital de caridade, parecido com as santas casas brasileiras antes do SUS. Ou seja, diretor e equipe dependem da boa vontade dos doadores para implantar suas políticas. E todo dia (ou episódio) é uma luta.
Em um dos últimos capítulos a que assisti, doutor Max está indignado com o preço da insulina, que faz diabéticos voltarem sempre ao hospital porque não têm dinheiro para comprar o remédio. Ele tenta, sem sucesso, fabricar insulina ou importar do Canadá (onde custa um quinto do que nos Estados Unidos), mas os laboratórios vencem. Tudo o que fez só resultou em um laboratório fornecer insulina vitaliciamente a uma de suas pacientes. Desanimado, ele questiona por que sempre há dinheiro para armas e até para coisas importantes como educação pública em seu país, mas não para saúde. No Brasil, remédios de uso contínuo como insulina são fornecidos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
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