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PaulistanaSP

Horto Florestal, Trilha da Pedra Grande e a falta de informação

Enquanto vivi na Zona Norte da cidade, frequentei o Horto Florestal (Parque Estadual Alberto Löfgren). Desde criança. É um parque especial por ficar bem no meio de uma Mata Atlântica original, um dos poucos onde era realmente possível ver esquilos e macacos. Durante bastante tempo, o lugar praticamente marcava o final da cidade para aquele lado. Está bem, sou bem antiga. Não foi só o Horto que mudou e nem foi tanto assim. Mas estive lá agora e a casa de verão do governador de São Paulo, conhecida como Palácio do Horto, não é mais cercada e estava fechada. A IA me diz que abriga atualmente um espaço para eventos e um café colonial. Achei pouco nobre para um lugar que eu olhava de longe e povoava meus devaneios de infância de ser filha do governador e poder passar minhas férias lá. Os lagos e os caminhos me pareceram menores, mas ainda estavam lá, inclusive com patinhos e tartarugas, poucos, é verdade. Agora o estacionamento é (bem) pago e tem uma entrada pelos fundos, difícil de achar para quem não é da região. Há vários parquinhos, um palco (na manhã em que estive lá, usado para aula de ginástica), campo de futebol, que me lembro já existia, e uma filial do restaurante Velhão, tradicional na Serra da Cantareira. Ainda é bom de visitar, porém, é mais um dos parques que foram privatizados sem que vejamos nenhuma vantagem a não ser para quem o administra. Só encontrei um banheiro, na entrada principal de pedestres, a infraestrutura está bem mais ou menos e, sobretudo, não há sinalização de nada. Para encontrar o estacionamento, nem o Wase me ajudou. Tive que apelar para o formato antigo: parar e perguntar para um guarda. Lá dentro, nenhuma indicação de por onde seguir ou o que encontrar no local. Estou especialmente rabugenta porque minha intenção inicial era fazer a Trilha da Pedra Grande, cujas informações oficiais são de fica no Núcleo Pedra Grande do Parque Estadual da Cantareira, que faz divisa com o Horto Florestal. Na internet, encontrei dois endereços diferentes (em alguns sites, não havia endereço algum), escolhi um e resolvi tentar. Me levou para um bairro afastado por um caminho que acabava em um terminal de ônibus. Foi aí que desisti e resolvi ir caminhar no Horto Florestal, que eu conhecia. Daí a achar a entrada, já contei. Andando pelo parque, segui um caminho alternativo da trilha principal, por parecer mais tranquilo. Qual não é minha surpresa ao descobrir que, no final do percurso, havia um portão e uma guarita. Ouvi uma pessoa perguntando sobre a Trilha da Pedra Grande e me aproximei. Só aí deu para perceber que aquela era a entrada e tinha uma bilheteria para se adquirir os ingressos. Em nenhum lugar que pesquisei se dizia que a entrada era pelo Horto Florestal e, no parque, não existe placa indicando isso. Estava de bom-humor, então ri sozinha, pensando em programar uma nova visita e ir direto para a Pedra Grande assim que possível. Mas será que as coisas precisariam ser tão difíceis?