PaulistanaSP

Michael: a nostalgia ganhou

A biografia de Michael Jacson terminou recheada de polêmicas, com esquisitices, coisas mal explicadas e até possíveis crimes, estes últimos totalmente ignorados no filme Michael. Assistindo à cinebiografia, confirmei minhas expectativas em relação às esquisitices (se relacionar melhor com animais selvagens do que com pessoas é bem estranho). No filme, vemos uma criança abusada pelo pai, que o espancava, humilhava e obrigava a trabalhar, e um adulto emocionalmente infantilizado e com problemas de imagem. Ao mesmo tempo, um artista genial, com uma voz dos deuses, capaz de compor músicas inesquecíveis e criar passos e coreografias impensáveis. O que é fato e o que é show business é difícil saber, assim como se vai haver uma continuação para a parte polêmica da vida do astro, pois o filme termina quando ele, finalmente, consegue se livrar das garras do pai. Uma coisa, porém, não dá para negar. O filme é um “revival” incrível para quem cresceu nos anos 1970 ao som (e assistindo aos desenhos animados) do The Jackson 5. Fui uma criança apaixonada por Michael Jacson. Lembrar as incontáveis canções e coreografias interpretadas por ele, com e sem os irmãos, compensou as concessões feitas pela adulta antes de ir ao cinema.