Temos Fome, Somos Loucas na Feira do Livro de Porto Alegre

A Feira do Livro de Porto Alegre é uma das mais antigas do Brasil. Sua primeira edição foi em 1955, idealizada pelo jornalista Say Marques, diretor-secretário do Diário de Notícias. Acompanho esse evento há mais de 40 anos, quando comecei a frequentar Porto Alegre, uma cidade da qual sou apaixonada e, desde que me casei, em 1986, carrego no nome: Maura Campanili Porto Alegre. Por isso, poder participar de uma mesa de bate-papo e ter uma sessão de autógrafos do meu livro Temos Fome, Somos Loucas no evento deste ano é motivo de alegria e bastante expectativa. Quero conversar sobre o Círculo Feminino de Leitura, o CFL, clube do livro do qual faço parte com outras mulheres há mais de 17 anos e me inspirou a contar nossa história de amizades, encontros, leituras e muitos brindes nesta obra publicada pela Editora Pitanga. Clubes do livro têm se espalhado no país como uma forma de incentivo à leitura e aos encontros, sejam eles presenciais ou virtuais. Nosso CFL é uma verdadeira festa mensal dos livros, na qual discutimos o título do mês e nos inspiramos nele para nos vestir, realizar atividades, preparar o cardápio e até decorar a casa. É uma verdadeira imersão mensal em mundos diferentes que, ao longo do tempo, influenciou a vida de mais de uma dezena de mulheres, hoje na tão propalada fase dos 50+. A 71ª Feira do Livro de Porto Alegre acontece de 31 de outubro a 16 de novembro, das 10 às 20 horas, na Praça da Alfândega, no Centro Histórico de Porto Alegre. Minha participação será na quarta-feira, 5 de novembro, a partir das 14h30, no Clube do Comércio (rua dos Andradas, 1085, 2º andar, em frente da praça principal do evento). Para completar, a patrona desta edição é a escritora portalegrense Martha Medeiros, autora da qual já lemos mais de um livro no nosso grupo. Abaixo, um trecho do capítulo Doidas e Santas (2010), de Temos Fome, Somos Loucas, na qual Medeiros é a protagonista: “Obras como Divã e Doidas e Santas, de Martha Medeiros, com suas crônicas conectadas com as experiências de mulheres da nossa geração, estavam entre as leituras com as quais nos identificávamos. Suas histórias e divagações sobre viagens, filhos, amores e trabalho pareciam escritas especialmente para nós. Todas tínhamos casos inspirados nos livros para contar e, muitas vezes, pouca disposição para ouvir. Era divertido, mas caótico.”