
Quando resolvi escrever um livro sobre o Círculo Feminino de Leitura (CFL), um dos motivos era dividir uma experiência coletiva tão bacana e, quem sabe, inspirar outras pessoas a tentar fazer algo parecido. Antes mesmo do livro ser publicado, eu e mais duas mulheres do CFL tivemos a alegria de ver nossas filhas, tão amigas quanto nós, criar o CFL-Júnior, com suas próprias amigas.
Depois do lançamento, mais uma boa surpresa: as meninas escolheram Temos Fome, Somos Loucas como livro do mês e nos convidaram a participar da reunião sobre o livro. Conversar com elas sobre o livro, encontros e amizade foi um momento único. O mais bonito foi ouvir que, mesmo próximas da história que conto – nossas filhas inclusive aparecem na narrativa em alguns momentos, as amigas ouvem sobre nosso grupo há anos -, ler o livro as fez nos ver de outra maneira.
Deixamos de ser “as mães” para nos tornarmos mulheres, que têm vida própria, discutem entre si, se emocionam com as amigas e, ao mesmo tempo, continuamos meninas, como elas mesma se veem. Disseram ter compreendido que não existe o tal amadurecer que a tudo responde. E o peso de se tornar adulta diminuiu.
Foi divertido repartirmos uma reunião cheia de cuidados na preparação, com direito às comidinhas feitas por cada uma, brindes, atividades e lembrancinhas. Apenas no figurino eu a Claudia demos demonstração de sermos veteranas: nos vestimos de lilás, como a capa do livro. Todas elas perceberam o detalhe ao chegar e comentaram que deveriam ter pensado nisso.
Mais do que tudo, foi muito gratificante saber que conseguimos mostrar às nossas eternas meninas que é possível encontrar propósito e prazer em todos os aspectos da existência.