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PaulistanaSP

Apesar de ser o personagem principal, Fio Jasmin, o menino grande de Conceição Evaristo, não é o protagonista desta escrevivência da autora. Em Canção para Ninar Menino Grande, as mulheres seduzidas pelo ferroviário em suas andanças são as figuras centrais.

O livro foi o tema da reunião de julho do Círculo Feminino de Leitura (CFL), um encontro regado a boas novas em nosso grupo, ligadas a saúde, mudanças e desafios. Cada uma de nós com suas características e questões pessoais, assim como as amantes do homem bonito e sedutor, mas imaturo emocionalmente, que parece não superar ter sido preterido, por ser negro, para o papel de príncipe na escola.

Sem se preocupar com os sentimentos das mulheres que encontrava ou com as consequências de seus casos, inclusive filhos, Fio Jasmim exala seu perfume e fia a teia de histórias de várias mulheres, a maior parte fortes e fazedoras de seus destinos; algumas, vítimas de expectativas não realizadas.

A autora/narradora nos conta as aventuras de Fio e suas mulheres a partir de histórias que ouviu, mas principalmente de uma delas, Tina, compositora da canção que dá nome ao livro, que passou grande parte da vida a amar e esperar por ele.

A anfitriã Wal nos levou a viajar pelas cidadezinhas e comidas mineiras enquanto nos instigou a pensar no que deixaríamos na estação ferroviária e o que levaríamos conosco no trem da vida. Desenhamos enquanto desenrolamos os fios de nossas próprias histórias. Nos tornamos Pérola Maria, Juventina, Dolores, Antonieta, Angelina, cada uma com suas paixões, desilusões e sonhos. Somos fruto do patriarcado e sofremos seus reflexos, querendo ou não ninar meninos grandes.

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